Bons resultados têm sido divulgados em relação
ao mercado de trabalho, como a queda na taxa de desemprego,
a formalização do emprego e o aumento
do número de categorias que conseguiram aumento
real de salário. No entanto, encontrar uma colocação
no mercado de trabalho continua uma tarefa difícil.
Faltam vagas e os empregadores exigem demais para admitir
um funcionário, solicitando até requisitos
que não têm conexão com as funções
que a pessoa vai desempenhar.
Mas o que fazem os que estão em busca de um emprego
para encontrar a tão sonhada colocação?
A maioria ainda usa a rede de amigos, a família
e os conhecidos, como mostra uma pesquisa feita pela
Fundação Seade em 33.400 domicílios
na Grande São Paulo, com 84.500 pessoas, entre
abril e dezembro de 2001. O levantamento queria saber
como as pessoas passavam da situação de
desempregadas para inativas, depois para ocupadas e,
finalmente, empregadas.
A pesquisa mostrou que os trabalhadores usavam diversos
mecanismos. Do total, 79,5,% utilizavam a rede de amigos,
família e conhecidos; 66%, o contato direto com
a empresa; 39,8%, agências de emprego privadas;
28,8% recorriam a anúncios de jornais; 5% à
internet; e 3,6% tentavam abrir seu próprio negócio.
Para chegar lá
O primeiro requisito para quem deseja um emprego é
deixar o desânimo de lado e ter muita vontade
de encontrá-lo, recomenda Izilda Leal Borges,
gerente de seleção do Centro de Apoio
ao Trabalhador, situado em São Paulo. Na opinião
dela, é importante que o trabalhador faça
uma auto-avaliação para saber qual emprego
procurar. “A pessoa precisa saber se a ocupação
desejada está de acordo com os conhecimentos
- escolaridade formal, informática etc. –
e as habilidades que tem, como, por exemplo, se é
comunicativa, se trabalha bem em equipe”, diz.
Ou seja, é necessário manter o foco na
área sobre a qual mais se sabe ou naquela que
mais propicia condições de se conseguir
uma vaga.
Só depois de ter clareza do conhecimento e da
capacidade pessoal é que se deve preparar o currículo
e toda a documentação, como carteira profissional,
de identidade. O candidato a emprego deve acessar todas
as fontes onde são oferecidas vagas de trabalho
(incluindo agências públicas de emprego,
igreja) e não ter vergonha de pedir ajuda a amigos
e a família.
Izilda diz que a atitude do candidato também
é importante. É preciso saber lidar com
as emoções, trabalhar com pressão,
não alimentar mágoa quando sofrer cobrança.
“Se a pessoa estiver desempregada há pouco
tempo, é preciso primeiro se acalmar", ensina
Aldo Moreira, gerente de Orientação para
o Trabalho, do Centro Público de Emprego, Trabalho
e Renda, situado em Santo André. “Em seguida,
deve montar um bom currículo e se preparar para
dinâmica de grupo, que visa conferir a capacidade
de trabalho em equipe, atenção e criatividade”.
Já para quem está desempregado há
muito tempo, a solução é fazer
uma análise sobre a causa. Se a qualificação
está defasada, é preciso se qualificar.
Se estiver em faixa etária para a qual o mercado
oferece recusa, é importante analisar se vale
a pena diminuir as exigências ou começar
a pensar em abrir um negócio.
Cursos gratuitos, a sala de espera do médico
ou dentista, a fila da padaria são oportunidades
para conhecer pessoas e oportunidades. Vale ainda a
visita a sites de empresas nas quais se quer trabalhar,
para cadastrar o currículo na área de
oportunidades.
fonte: Uol